sábado, 5 de setembro de 2020

Pontos

Todas as vezes que eu lembro, sinto meu corpo desmoronar, se desfazer em micropedacinhos. Depois de tantos anos, de tentar juntar tudo com tipos variados de cola (amor, raiva, etc) e ser destruida continuamente... As partes já não se juntam mais. Eu seguro os cacos e choro. Pelas lembranças e os cortes nas minhas mãos. Você me destruiu.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Exaustão

Existe uma sensação muito especifica quando eu estou deprimida. O corpo fica dormente e com uma sensação de como se estivesse fora do eixo. Os olhos lacrimejando, a cabeça doendo e o peito pesado, como se estivesse sustentando 1 tonelada.
Dentro desses sentimentos, minha mente visualiza um momento sempre igual: Eu estou dentro da água, com uma roupa longa e leve, apenas com o rosto pra fora. Os olhos contemplando o vazio e o corpo tremendo de frio. Uma escuridão em alto mar.
Morrer deve ser assim.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Feliz 2019...?

Mais um ano começando.
Sobrevivi dezembro da forma que dava. Consegui fugir do natal com os parentes e a virada do ano foi exatamente como eu queria: em casa, em paz e tranquilidade.
2018 foi um ano que passou. E só. Óbvio que sou grata de diversas formas. Principalmente pelas pequenas coisas. E muito orgulhosa das grandes. Sobrevivi um emprego que me deixava infeliz (Apenas dos colegas maravilhosos), consegui fazer um curso que sonhei muito (apenar dos problemas psicólogico), vi meus filhos crescerem bem e saudáveis (cada um com sua particularidade que me deixa louca) e segue assim.
Não quero criar grandes espectativas pra 2019. Quero apenas 5 coisas: cuidar da minha família, ter a minha casinha, trabalhar com o que amo, criar meus filhos da forma que eu acho correta e cuidar de mim.
São coisas simples, não é?!
Esse ano é o ano dos meus 30 anos. Onde eu começo toda uma jornada.

Vai dar certo.
Eu vou fazer acontecer.
E se não der tudo bem...
Eu tento de novo.

A palavra de 2019 é: Resiliência.
A cor é: azul.

O importante é não deixar o sangue esfriar.